Centro do Rio reúne as principais locações de escritórios no segundo semestre (2024)
O mercado de escritórios de alto padrão no Rio de Janeiro teve um trimestre marcado pela concentração de novos contratos na região central. Levantamento da consultoria Cushman & Wakefield indica que, no segundo trimestre de 2026, as grandes locações registradas na capital fluminense ocorreram integralmente no Centro, reforçando a retomada do segmento de lajes corporativas e a centralidade da área para empresas em expansão.
De acordo com os dados, foram negociados 22.971 metros quadrados em novos contratos ao longo do trimestre, com 100% das transações concentradas no Centro. O desempenho também aparece no indicador de ocupação efetiva do parque corporativo: a absorção líquida alcançou 15.186 metros quadrados no período, superando o resultado observado nos três primeiros meses do ano.
A região central respondeu por 17.572 metros quadrados de absorção líquida, consolidando-se como o principal polo de liquidez do mercado corporativo carioca. Conforme a consultoria, o resultado está associado a fatores como preços competitivos, disponibilidade de espaços e maior interesse de empresas por edifícios de padrão mais elevado localizados no Centro.
Demanda puxada pela tecnologia e pelo setor financeiro
O levantamento aponta que o setor de tecnologia liderou a demanda por escritórios, somando 10.232 metros quadrados locados. Em seguida, aparece o segmento financeiro, com 8.252 metros quadrados no período.
Principais operações do trimestre
Entre as maiores locações registradas no trimestre, o destaque foi o Nubank, que alugou 6.872 metros quadrados no empreendimento Vista Mauá. A Dataprev também aparece em duas operações relevantes: ocupou 6.615 metros quadrados na Torre Leste e 3.617 metros quadrados na Torre Oeste, no Ventura Corporate.
Outras empresas completam o recorte das principais transações. A Wilson Sons fechou contrato para ocupar 2.494 metros quadrados na Torre Almirante. No Vista Mauá, além do Nubank, aparecem também acordos firmados pela Deloitte e pela Qualicorp.
Preços seguem estáveis; Centro mantém média abaixo da Zona Sul
Mesmo com a aceleração das locações, os preços permaneceram praticamente estáveis. O valor médio pedido para escritórios de alto padrão no Rio encerrou o trimestre em R$ 79,11 por metro quadrado ao mês. No Centro, a média foi de R$ 82,39.
A Zona Sul, por sua vez, continuou como o segmento mais valorizado da cidade, com preço médio de R$ 160 por metro quadrado.
Recorte do estudo
O estudo considera apenas edifícios corporativos classificados como Classe A e A+. Além disso, divide o mercado carioca em seis submercados: Centro, Porto, Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul.
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