Antiga sede da Petrobras na Candelária é leiloada por R$ 14,3 milhões: lance pode começar hoje
O Edifício Ultramarino, primeiro prédio usado pela administração da Petrobras no Rio de Janeiro, voltou a ser colocado à venda cerca de cinco anos depois de uma tentativa anterior. Localizado na Praça Pio X, ao lado da Igreja da Candelária, o imóvel entrou novamente em leilão com lance inicial de R$ 14,364 milhões. As propostas podem ser apresentadas até 11 de setembro.
Com 7.075 metros quadrados de área construída, o prédio conta com 12 pavimentos, além de sobreloja. O Ultramarino foi sede administrativa da Petrobras nos primeiros anos da estatal. A empresa deixou o endereço ainda na década de 1970, quando passou a operar a partir do Edise, na Avenida Chile.
O edifício está vazio desde 2017. Até então, o último órgão que ocupou o local foi a Secretaria Municipal de Habitação, que posteriormente transferiu suas atividades para o prédio da Prefeitura, na Cidade Nova.
Leilão com preço abaixo do visto em 2021
A nova rodada de venda ocorre após uma tentativa em 2021, quando o valor-base era de R$ 16,6 milhões. Nesta etapa mais recente, o lance inicial fica em torno de R$ 2,2 milhões a menos do que o patamar considerado anteriormente.
Além do processo de alienação, o imóvel também aparece em registros de movimentações voltadas à conservação do patrimônio. A Petrobras encaminhou à Prefeitura um pedido para reformar a fachada, e a solicitação recebeu aval do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), conforme documentos analisados pelo DIÁRIO DO RIO.
Candelária registra nova fase de investimentos
O leilão do Edifício Ultramarino acontece em meio a uma sequência de investimentos imobiliários na região da Candelária. Parte desse movimento envolve antigos edifícios corporativos sendo convertidos para uso residencial.
Um exemplo citado no mercado é o Edifício João Úrsulo Ribeiro Coutinho, projetado por Lúcio Costa e situado em frente à Igreja da Candelária. O prédio foi adquirido pela CIX Capital, em parceria com a Fator Realty, e teve 90% das unidades vendidas em apenas duas horas após o lançamento.
Para Lucy Dobbin, superintendente da Sérgio Castro Imóveis, o ritmo dos novos empreendimentos pode influenciar a atratividade do prédio que foi sede da Petrobras. Segundo ela, a região tem recebido vendas relevantes de edifícios, especialmente na área da Candelária e em trechos ligados à Avenida Passos, em direção ao mar. “Esse é um negócio que tem grandes chances de acontecer, porque o prédio está num valor considerado de mercado, numa localização muito boa e que está sendo cada vez mais querida por aqueles que buscam fazer empreendimentos residenciais no Centro”, afirmou.
Outros projetos também mexem com o mercado de escritórios
O impacto dos investimentos não se restringe ao segmento residencial. Na área próxima à Candelária, o antigo prédio do Banco Boavista, projetado por Oscar Niemeyer, foi adquirido por uma construtora.
O projeto prevê aproximadamente R$ 100 milhões para modernizar os 12,5 mil metros quadrados do imóvel e recolocá-lo no mercado corporativo. O edifício tem 13 pavimentos, com lajes de aproximadamente 800 metros quadrados.
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