Bahia: Mercado Imobiliário Impulsiona Vendas e Acelera a Movimentação do Setor
O mercado imobiliário na Bahia apresenta sinais de aceleração, com a demanda ganhando espaço em diferentes recortes. Um levantamento divulgado pela Brain Inteligência Estratégica e apresentado à Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) aponta que 59% das famílias da região Nordeste pretendem comprar um imóvel nos próximos meses. O índice é o mais alto entre todas as regiões do país. No cenário nacional, a intenção de compra chegou a 52%, maior patamar registrado desde 2019, quando a série histórica começou.
Em Salvador, o aumento da movimentação já aparece com clareza nos dados de comercialização. Foram vendidas 721 unidades residenciais em maio, volume superior ao registrado em abril, quando o número ficou em 637. O crescimento no mês foi de 13,2%. Na comparação com maio de 2025, a alta alcança 74%, reforçando o ritmo de procura na capital.
O desempenho também se refletiu no Valor Geral de Vendas (VGV). O montante movimentado pelo setor subiu de R$ 483 milhões em abril para R$ 553 milhões em maio, representando uma variação de aproximadamente 14,5%. Na prática, o crescimento indica não só mais unidades negociadas, mas também uma maior capacidade do mercado de gerar receita no período.
Quanto ao perfil dos imóveis, os empreendimentos compactos seguem na liderança. Essas unidades responderam por 63% das vendas, enquanto os imóveis de médio padrão somaram 36% do total comercializado. O resultado sugere que a preferência do comprador está voltada para opções mais alinhadas ao uso do espaço e, ao mesmo tempo, mantém espaço para diferentes faixas de padrão.
Os bairros também ajudam a explicar a dinâmica do mercado em Salvador. Entre as regiões com maior movimentação, Rio Vermelho, Pituaçu e Ondina se destacaram tanto em lançamentos quanto em vendas. No recorte de lançamentos do período, o Rio Vermelho concentrou 66% das novas entradas registradas. Em vendas, o bairro manteve a liderança, com 39% das unidades negociadas. Pituaçu aparece em seguida, com 22% das vendas, seguido por Caminho das Árvores (14%) e Ondina (10%).
Apesar da variedade de locais, a maior parte das negociações permanece concentrada na capital. 97% dos imóveis comercializados estavam em Salvador.
Um ponto relevante no cenário é a redução da oferta disponível. Salvador encerrou maio com 3.412 unidades à venda, o menor estoque dos últimos anos, segundo os dados apresentados. A leitura do indicador sugere que a comercialização vem avançando em ritmo superior ao de novos lançamentos, o que pode alterar a disponibilidade para os próximos períodos.
No segmento do Minha Casa, Minha Vida, não houve registro de novos lançamentos em Salvador nos meses de abril e maio, fato que contribuiu para uma queda de 41% no acumulado anual do programa. Ainda assim, as vendas seguiram com resultado positivo: 490 unidades foram comercializadas em maio com base no estoque existente. Na Região Metropolitana de Salvador, os lançamentos foram mantidos e o VGV continuou em crescimento, sinalizando que a expansão do mercado também ocorre em cidades vizinhas à capital.
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