Construção: 154 mil empregos em 2026 e 3,1 milhões de vagas acumuladas até (…).
A construção civil fechou os primeiros cinco meses de 2026 com criação de empregos formais acima da média do período. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (30), o setor gerou 154.448 novas vagas com carteira assinada entre janeiro e maio.
O desempenho representa crescimento de 3,78% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram registradas 148.829 contratações líquidas no setor. Com o resultado, a construção civil encerrou maio com um estoque de 3,105 milhões de trabalhadores formais.
Em comparação imediata com o mês anterior, o total de empregados com carteira assinada no setor foi 0,35% maior do que em abril, quando havia 3,094 milhões. Na comparação anual, maio de 2026 ficou 3,03% acima de maio de 2025, período em que a construção civil empregava 3,014 milhões de pessoas.
Maio teve menor saldo mensal em 2026
Embora o acumulado do ano mantenha trajetória positiva, maio apresentou desaceleração na criação de postos. No mês, o setor teve abertura de 12.096 novos empregos formais, o menor saldo mensal de 2026 e com ritmo mais moderado do que o observado no intervalo entre janeiro e abril.
Os números do mês mostram 211.581 admissões e 199.485 desligamentos na construção civil. Esse resultado ajuda a explicar por que, apesar do avanço no acumulado do ano, o crescimento mensal ficou menos intenso em maio.
Parte do cenário é associada ao contexto econômico e a variáveis que impactam diretamente as decisões das empresas. Entre os fatores mencionados estão as incertezas sobre a economia, o elevado patamar da taxa de juros e o aumento dos custos, elementos que podem influenciar a velocidade de expansão e contratação no setor.
Infraestrutura puxou a geração de vagas em maio
Em maio, a criação de empregos foi liderada pelo segmento de Obras de Infraestrutura, que respondeu por 8.916 novas vagas formais. Na sequência, aparecem Construção de Edifícios, com saldo de 2.271 postos, e Serviços Especializados para a Construção, que registrou 909 novas contratações líquidas.
O desempenho sugere que, no curto prazo, a expansão de vagas acompanha principalmente a dinâmica de investimentos ligados a projetos de infraestrutura e suas etapas correlatas na cadeia produtiva.
Acumulado do ano: liderança em volume e em crescimento
Quando se observa o período de janeiro a maio, a estrutura do saldo muda em termos de protagonismo. Em número absoluto de vagas criadas, a Construção de Edifícios aparece à frente, com quase 59 mil novos postos de trabalho no acumulado.
Em termos percentuais, no entanto, o destaque fica com Obras de Infraestrutura. O segmento registrou crescimento de 23,51% no acumulado, passando de 44,3 mil vagas criadas entre janeiro e maio de 2025 para 54,7 mil no mesmo intervalo de 2026.
Investimentos em infraestrutura e participação privada
O avanço da infraestrutura está relacionado ao volume de investimentos na área. Dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) indicam expectativa de que os investimentos em infraestrutura alcancem R$ 300 bilhões em 2026.
A participação da iniciativa privada também aparece como um fator relevante para sustentar esse patamar. Em 2025, dos R$ 280 bilhões investidos na infraestrutura nacional, cerca de 80% tiveram origem em recursos privados.
Com isso, a evolução do emprego na construção civil no acumulado do ano reflete, em grande medida, o movimento do setor de infraestrutura e o impacto dos investimentos sobre as etapas de obras, contratações e serviços associados.
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