Cury alcança VGV de R$ 2,26 bilhões no 2T26 e sustenta forte geração de caixa
A Cury Construtora e Incorporadora (BOV:CURY3) divulgou uma prévia operacional do 2º trimestre de 2026 (2T26) com números que reforçam o ritmo de lançamentos e a geração de caixa da companhia. No período, a incorporadora reportou Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos de R$ 2,256 bilhões, indicando expansão anual e mostrando, ao mesmo tempo, recuo na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
De acordo com os dados apresentados, o VGV de lançamentos do 2T26 corresponde a alta de 1,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. Na comparação sequencial, porém, houve queda de 14,7% frente ao 1T26, movimento compatível com a dinâmica de sazonalidade observada no setor imobiliário.
Vendas líquidas e trajetória de lançamentos
Além do VGV, a empresa informou que as vendas líquidas somaram R$ 2,045 bilhões entre abril e junho de 2026. Apesar do volume expressivo, houve retração de 9,5% em relação ao 2T25.
Mesmo com o recuo na comparação anual, o patamar registrado segue elevado dentro do contexto operacional da companhia, sugerindo manutenção de demanda pelos empreendimentos colocados no mercado. A prévia também aponta para uma estrutura de negócios que sustenta o lançamento de novos produtos enquanto controla a conversão em vendas.
Preço médio das unidades em alta
Outro dado destacado foi o preço médio das unidades lançadas. No 2T26, o indicador atingiu R$ 344,6 mil, com avanço de 2,0% na comparação anual.
Na comparação com o trimestre anterior, o preço médio também evoluiu: alta de 4,2% em relação ao 1T26. Esse desempenho sugere que a incorporadora continuou conseguindo ajustar valores médios sem interromper o andamento do ciclo de lançamentos.
Geração de caixa operacional permanece positiva
Um dos pontos centrais da prévia é a geração de caixa operacional positiva. No 2T26, a Cury registrou R$ 144,9 milhões de caixa operacional.
O resultado sinaliza disciplina financeira e capacidade de transformar o desempenho comercial do período em disponibilidade de caixa para sustentar a operação. Em um cenário de mercado imobiliário com maior seletividade, a manutenção de caixa operacional positivo tende a ser um fator relevante para a continuidade do planejamento de lançamentos.
Movimento das ações após a divulgação
No mercado, as ações da Cury (BOV:CURY3) encerrarem o pregão de terça-feira (07/07) a R$ 33,82, com leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Durante a sessão, os papéis oscilaram entre R$ 33,10 e R$ 34,10.
O volume financeiro observado na negociação foi de cerca de R$ 90,3 milhões. Como a prévia operacional foi divulgada após o encerramento do pregão, a reação dos investidores tende a ocorrer na sequência, à medida que o mercado avalia o conjunto de indicadores do trimestre — especialmente a combinação entre lançamentos, preço médio, vendas líquidas e geração de caixa.
Atuação no mercado de média e baixa renda
A Cury é conhecida por atuar no segmento de média e baixa renda, com empreendimentos residenciais direcionados a esse público. A companhia desenvolve projetos principalmente nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Na prática, a empresa direciona parte relevante dos seus empreendimentos para faixas enquadradas em programas habitacionais, característica que ajuda a compor o perfil de seus lançamentos e a demanda que busca atender.
Com base na prévia do 2T26, os números apresentados colocam a incorporadora em evidência por sustentarem volume de lançamentos e manterem a geração de caixa operacional acima de zero, mesmo diante de variações esperadas ao longo do ano no ritmo do setor.
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