Minha Casa, Minha Vida em ritmo acelerado: industrialização na construção civil já é o próximo passo
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, defendeu, em São Paulo, a padronização e a desburocratização de processos como caminhos para ampliar a produção de moradias no Brasil. A declaração foi feita durante participação no Summit da Construção, promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), nesta quinta-feira (25).
Segundo Lima, o cenário atual favorece a expansão do setor, mas a intensificação das contratações depende da industrialização dos processos construtivos. Ele destacou que o país tem demanda elevada, financiamento disponível para o programa Minha Casa, Minha Vida e disposição do setor para investir.
“O Brasil vive o MELHOR MOMENTO DE SUA HISTÓRIA NA HABITAÇÃO. Temos demanda elevada, o Minha Casa, Minha Vida com disponibilidade de financiamento e o setor disposto a investir. Vamos aproveitar esse momento e alavancar as contratações, mas isso só será possível com a industrialização dos processos construtivos”, disse o ministro.
De acordo com o ministro, iniciativas estão sendo articuladas para aproximar indústrias e associações de prefeitos. A proposta é viabilizar a execução dos empreendimentos dentro das fábricas e, ao mesmo tempo, padronizar modelos de normas municipais que impactam diretamente o setor produtivo.
Vladimir Lima apontou que uma das barreiras enfrentadas pelas empresas ocorre quando há divergências entre códigos de obras em diferentes localidades. Para ele, essa questão é tratada com atenção pelo governo federal.
“Entendemos que as dificuldades do setor quando esbarram em códigos de obras diferentes. O Governo do Brasil está sensível a essa questão”, afirmou.
Padronização também foi citada como fator capaz de reduzir custos. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Yorki Estefan, avaliou que a padronização das construções pode diminuir de 15% a 20% do custo da obra.
Agenda para desburocratização, industrialização e inovação
No encontro, o ministro apresentou a criação, no âmbito do Ministério das Cidades, de um grupo de trabalho voltado à desburocratização, à industrialização e à inovação. A iniciativa é descrita como uma agenda para promover tecnologia e um ambiente regulatório considerado seguro e padronizado, além de prever a discussão de novas linhas de financiamento, modernização institucional e articulação entre os agentes envolvidos na produção habitacional.
“Temos tudo e muito mais para alavancar o Minha Casa, Minha Vida, gerando emprego e renda. O crédito habitacional representa 10% do PIB e temos a leitura de que isso vai avançar para 11% ate o final do ano”, destacou Lima.
Com foco no aumento da capacidade produtiva do setor, a estratégia defendida por Vladimir Lima combina a ampliação do acesso ao crédito com mudanças no modo como os empreendimentos são planejados e executados, buscando reduzir entraves associados à variação de regras locais e fortalecer a adoção de processos industriais.
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