Praça Onze no centro do mapa: primeiro residencial inaugura nova fase da região
O programa municipal de revitalização da região da Praça Onze, no Centro do Rio, já começa a repercutir no mercado imobiliário. Anunciada pela Prefeitura do Rio em novembro do ano passado, a iniciativa mira uma requalificação urbana que deve abrir espaço para novos empreendimentos e melhorar a mobilidade no entorno da área, considerada uma das mais antigas do processo de urbanização da cidade.
Na prática, esse movimento se traduz em um primeiro marco para a nova fase do setor: em julho, está previsto o lançamento residencial Saudosa Praça Onze Residencial. O empreendimento será erguido em uma localização considerada estratégica — às margens da Avenida Presidente Vargas e ao lado do Sambódromo da Marquês de Sapucaí — em um terreno situado entre os bairros de Cidade Nova e Centro.
Projeto da Cury chega antecipando mudanças na região
O empreendimento é desenvolvido pela Cury Construtora. De acordo com o que foi divulgado no texto original, a empresa concentra cerca de 80% dos lançamentos na Região Portuária e apresenta o projeto como uma chegada feita em antecipação à expectativa de crescimento urbano da área nos próximos anos.
O projeto faz parte de um conjunto de mudanças associadas à revitalização municipal. Entre as intervenções citadas para o entorno estão a demolição do Elevado 31 de Março, a implantação de um mergulhão conectando a região à Zona Sul e, também, a criação de novos espaços de moradia, comércio e convivência próximos ao Sambódromo.
O programa municipal, em linhas gerais, prevê ainda a construção de mais de 37 mil unidades habitacionais ao longo de 25 anos.
Condomínio com dois blocos e foco em deslocamento por bicicleta
O Saudosa Praça Onze Residencial terá dois blocos e 495 unidades. A proposta é descrita como alinhada a uma mudança de comportamento urbano no Centro do Rio, com o empreendimento situado a poucos minutos das estações Cidade Nova e Praça Onze.
Outro ponto do projeto é a ausência de vagas para automóveis. No lugar disso, a estratégia prioriza o uso de bicicletas, com cerca de 500 vagas para esse tipo de deslocamento, seguindo um modelo adotado pela construtora em outros lançamentos na região central.
As unidades têm plantas com variação de 31 m² a cerca de 49 m², atendendo diferentes perfis de compradores e investidores. O empreendimento também é apresentado com possibilidade de operação voltada ao aluguel por temporada, modalidade que vem ganhando espaço no Centro do Rio.
Áreas comuns: rooftop e estrutura no térreo
No rooftop do Bloco 2, o projeto prevê um espaço de convivência com área externa equipada com puffs, mini arquibancada e churrasqueira gourmet. A proposta é de um ambiente pensado como extensão do convívio diário dos moradores.
Já no térreo, o empreendimento inclui um conjunto de áreas comuns, como salão de festas, espaço fitness, playground e duas piscinas — uma adulta e outra infantil. O projeto também contempla pet place, voltado ao uso pelos moradores que têm animais de estimação.
Referência cultural: a memória da Praça Onze
A denominação do empreendimento faz referência a um capítulo importante da cidade. A Praça Onze é descrita no texto original como um dos berços da cultura carioca, associada a encontros de comunidades negras, artistas e trabalhadores, além de um papel relevante na formação do samba no Rio.
No entorno, a chamada Pequena África é mencionada como um espaço de redes de sociabilidade negra, com a figura de Tia Ciata apontada como referência. De acordo com a descrição, rodas de samba, festas e encontros em casas e quintais contribuíram para moldar traços centrais da identidade cultural do Rio no início do século XX, em um território que existia como produção cultural antes de ser reconhecido como “Centro” no sentido administrativo.
O texto também lembra que a praça deixou de existir no mapa na década de 40, durante as obras de abertura da Avenida Presidente Vargas.
Sobre a homenagem feita no nome do projeto, o CEO da Cury, Leonardo Mesquita, é citado afirmando que houve preocupação desde o início em desenvolver um trabalho que respeitasse e homenageasse a identidade cultural do local. Segundo a declaração reproduzida, o nome Saudosa Praça Onze nasce da intenção de resgatar a memória afetiva da região e valorizar seu legado cultural.
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