Preço de Imóveis Residenciais Aumenta 2,42% no 1º Semestre no País; Veja o Destaque do Período

Preços residenciais seguem acima da inflação em parte das capitais e desaceleram na média nacional no primeiro semestre de 2026

O mercado imobiliário residencial mostrou um ritmo de valorização menor no começo de 2026. A média nacional do FipeZap apontou alta de 2,42% no preço do metro quadrado em 56 cidades entre janeiro e junho, uma expansão abaixo do observado no mesmo intervalo de 2025, quando o avanço havia sido de 3,33%.

Em junho, o preço dos imóveis residenciais subiu 0,45%, praticamente alinhado com o desempenho de maio, que registrou 0,42%. Esses números compõem a fotografia do primeiro semestre, marcada por uma valorização que segue presente, mas menos intensa do que a do ano anterior.

FipeZap: valorização menor do que a inflação no período

Além de variar de mês a mês, o avanço nos preços residenciais também ficou aquém do comportamento dos índices de inflação. No acumulado do intervalo, o IPCA — referência para preços ao consumidor — cresceu 3,62%, considerando o índice “cheio” até maio e a prévia de junho via IPCA-15.

Já o IGP-M, indicador ligado a reajustes de aluguel, registrou 3,27% no mesmo período. Com isso, a alta do FipeZap no semestre (2,42%) ficou abaixo tanto do IPCA quanto do IGP-M.

Capitais têm trajetórias diferentes: destaque para Manaus e Vitória

Apesar da desaceleração na média nacional, alguns mercados locais seguiram mais aquecidos. Entre as capitais, Manaus e Vitória lideraram o ranking de valorização no primeiro semestre.

Manaus avançou 7,26% de janeiro a junho, enquanto Vitória teve alta de 7,14%. Juntas, essas capitais exibiram crescimento em ritmo superior ao da inflação acumulada estimada para o mesmo intervalo.

No total, 12 capitais registraram aumentos acima da inflação estimada para os seis primeiros meses do ano.

Por outro lado, os maiores centros do país não acompanharam a mesma intensidade. São Paulo e Rio de Janeiro fecharam o primeiro semestre com valorização abaixo da média nacional e também abaixo da inflação do período, com aumentos de 1,33% e 2%, respectivamente.

Houve ainda um caso de recuo: Porto Alegre apresentou queda de 0,11% nos preços residenciais no semestre.

Capitais: maiores e menores altas no primeiro semestre de 2026

Capital Variação do preço do m²
Manaus (AM) +7,26%
Vitória (ES) +7,14%
Salvador (BA) +6,23%
Aracaju (SE) +5,77%
Teresina (PI) +5,08%
Natal (RN) +5,03%
Campo Grande (MS) +5,02%
Florianópolis (SC) +4,75%
Fortaleza (CE) +4,61%
Brasília (DF) +4,26%
Belém (PA) +4,17%
João Pessoa (PB) +3,76%
IPCA (cheio até maio + IPCA-15 de junho) +3,62%
Maceió (AL) +3,46%
Goiânia (GO) +3,18%
Cuiabá (MT) +3,14%
Recife (PE) +2,90%
São Luís (MA) +2,52%
Índice FipeZap (média nacional) +2,42%
Rio de Janeiro (RJ) +2%
São Paulo (SP) +1,33%
Belo Horizonte (MG) +0,29%
Curitiba (PR) +0,24%
Porto Alegre (RS) -0,11%

A diferença entre “preço alto” e “alta de preço”

Mesmo quando o metro quadrado já é elevado em uma cidade, isso não significa necessariamente que os preços estejam subindo em ritmo equivalente à inflação. O levantamento evidencia esse contraste ao comparar patamares de preço e variações acumuladas.

Manaus, por exemplo, liderou a valorização no primeiro semestre de 2026, mas aparece em 33º lugar no ranking de metro quadrado mais caro do Brasil, com R$ 7.745. O quadro aponta expansão local, com potencial de continuidade de encarecimento.

Itapema (SC) registra o metro quadrado mais caro do país, com R$ 15.327, porém acumulou aumento de 3,15% na primeira metade do ano — percentual que ficou abaixo do avanço do IPCA no período.

Cidades com os metros quadrados mais caros no primeiro semestre de 2026

Cidade Preço do m²
Itapema (SC) R$ 15.327
Balneário Camboriú (SC) R$ 15.228
Vitória (ES) R$ 15.210
Florianópolis (SC) R$ 13.365
Itajaí (SC) R$ 13.263
Barueri (SP) R$ 12.138
São Paulo (SP) R$ 12.055
Curitiba (PR) R$ 11.752
Vila Velha (ES) R$ 11.205
Rio de Janeiro (RJ) R$ 11.049
Belo Horizonte (MG) R$ 10.698
Brasília (DF) R$ 10.210
Maceió (AL) R$ 9.966
Média Índice FipeZap R$ 9.853

Dentro das cidades, a variação não é uniforme

O comportamento do mercado também pode mudar conforme o bairro. Em São Paulo, por exemplo, a alta de 1,33% no acumulado do primeiro semestre contrasta com resultados mais fortes em regiões específicas.

Na área dos Jardins, que concentra o terceiro metro quadrado mais caro da capital paulista, o preço cresceu 7% em 12 meses. Nesse mesmo intervalo, a média da cidade foi de 3,84%.

No recorte do top 3 de valorização por região dentro de São Paulo, aparecem ainda Moema, com alta de 4,9% em 12 meses, e Perdizes, com crescimento de 4,6%.

O FipeZap considera os preços dos imóveis anunciados (não as transações efetivamente realizadas).

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