Residencial no terreno do Bennett, no Flamengo: obra em andamento e grande procura
Em apenas duas semanas de comercialização, o empreendimento Symphony, lançado no Flamengo, ultrapassou a marca de 200 unidades vendidas e alcançou cerca de 70% do Valor Geral de Vendas (VGV). Com isso, o projeto já soma mais de R$ 400 milhões em negócios fechados e reforça o interesse do mercado por residenciais modernos em áreas tradicionais da Zona Sul do Rio.
A busca por terrenos capazes de abrigar grandes lançamentos no Flamengo se tornou, com o passar do tempo, uma tarefa cada vez mais rara. A região tem sua ocupação urbana consolidada há décadas, o que reduz de forma significativa a disponibilidade de novas áreas para empreendimentos de grande porte. Nesse cenário, a performance comercial do Symphony é apontada como reflexo da combinação entre localização, formato de condomínio e estrutura voltada ao uso diário dos moradores.
Projeto com alta velocidade de vendas
De acordo com a incorporadora, o Symphony foi colocado à venda com um posicionamento voltado a compradores que priorizam infraestrutura completa e conveniência em um bairro já integrado à rotina da cidade. Em cerca de duas semanas, o residencial atingiu aproximadamente 70% do VGV, com 220 unidades comercializadas e negócios que já passam de R$ 400 milhões.
Para a Newview Incorporadora, os números reforçam a demanda por imóveis em áreas consolidadas da Zona Sul, especialmente quando o empreendimento entrega lazer e serviços pensados para concentrar diferentes necessidades dentro do próprio condomínio.
Flamengo como diferencial de localização
O diretor da Newview, Guili Chor, afirma que o Flamengo reúne características que, na avaliação da empresa, diferenciam o bairro mesmo quando comparado a outros pontos da Zona Sul. Segundo ele, trata-se de uma região que permite realizar deslocamentos a pé, com presença de metrô, comércio consolidado e serviços. Chor também destaca a proximidade com o Centro e a Zona Sul e cita o papel do Aterro do Flamengo no conjunto urbano local.
“Quando surgiu a oportunidade do Bennett, ficou claro que se tratava de um ativo muito especial”, afirma o diretor.
Terreno do antigo Colégio Bennett
O Symphony nasce no endereço da Rua Marquês de Abrantes, em área com mais de 15 mil metros quadrados, que antes pertencia à instituição metodista responsável pelo antigo colégio. O local foi adquirido para receber o novo empreendimento após negociações conduzidas em parceria com a Enforce, braço imobiliário do BTG Pactual.
O projeto é desenvolvido pelo Grupo TGB, liderado pelo empresário carioca Rogério Chor, família com atuação histórica no setor de incorporação imobiliária no Rio.
Condomínio em formato clube
O Symphony contará com 364 unidades, distribuídas em dois blocos. Os apartamentos terão opções de 1 a 4 quartos, com metragens previstas entre 40 m² e 194 m². O VGV total estimado do empreendimento é de R$ 700 milhões.
Em termos de localização, o empreendimento fica a cerca de três minutos da estação de metrô Flamengo e a sete minutos do Largo do Machado.
O desenho do produto segue a proposta de oferecer um condomínio com estrutura ampla de lazer e bem-estar, em um bairro onde essas soluções normalmente não se concentram da mesma forma.
Estruturas e áreas de lazer
Entre os itens previstos, o Symphony incluirá academia com consultoria da Bodytech e spa em parceria com a Chandra Spa. O residencial também terá brinquedoteca e espaços infantis com curadoria da Animasom, além de áreas de convivência distribuídas pelo terreno.
Parte do endereço permanecerá ocupada por instituições que funcionam no local atualmente: o Colégio Pensi+ e a Uniasselvi seguirão como locatários de parte da área.
Como ação voltada aos primeiros compradores, os 50 primeiros adquirentes do Symphony receberam 30% de desconto nas mensalidades do Pensi, com validade a partir de 2027.
Casarão tombado integra o projeto
Além da estrutura condominial, o Symphony chama atenção pela integração de um casarão histórico ao empreendimento. Construído por volta de 1865 e incorporado posteriormente ao Bennett, o imóvel foi a antiga residência de Antônio Clemente Pinto Filho, o Barão de São Clemente, e permaneceu como referência do poder econômico da elite cafeeira no século XIX.
O casarão é tombado pelo Iphan e ficou 20 anos fechado antes de ser incorporado ao projeto. A restauração está a cargo do arquiteto Jorge Astorga, reconhecido por trabalhos de preservação de patrimônio histórico, incluindo o do Paço Imperial.
O investimento previsto para a restauração é de aproximadamente R$ 5 milhões. A proposta é integrar o imóvel às áreas comuns do residencial, incluindo salão de festas, posicionando o casarão como um espaço central de convivência.
“Desde o início entendemos que aquele casarão precisava ser protagonista. Ele tem uma importância histórica para o bairro e desperta um sentimento muito forte em quem estudou no Bennett ou vive na região. Nosso objetivo foi preservar essa memória e, ao mesmo tempo, devolver o imóvel à cidade com uma nova função”, declarou o diretor.
Flamengo volta ao radar de lançamentos
O Symphony também entra no mercado em um momento de maior atenção ao Flamengo. A avaliação do desempenho recente de empreendimentos de alto padrão na região considera, entre outros fatores, a escassez de terrenos e a menor oferta de imóveis novos no bairro.
Antes do lançamento, a incorporadora analisou transações e resultados de projetos na área, como o Ícono, lançado pelo fundo Opportunity próximo ao Largo do Machado. A empresa aponta semelhanças de posicionamento e especificações com o Symphony, destacando que o empreendimento também segue formato de condomínio clube.
Segundo Guili Chor, há registros de negócios em patamares elevados, com valores próximos de R$ 27 mil por metro quadrado em transações no Flamengo. No Symphony, os valores praticados atualmente giram em torno de R$ 21 mil por metro quadrado.
Arquitetura, paisagismo e compensação ambiental
O projeto prevê interiores assinados pelo Studio Roca e paisagismo desenvolvido por Benedito Abbud. Além disso, está previsto o plantio de mais de 100 árvores como parte das medidas de compensação ambiental previstas junto aos órgãos competentes da Prefeitura do Rio.
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