Secovi-SP revela os principais dados de maio do mercado imobiliário
A cidade de São Paulo registrou 13.130 unidades residenciais novas lançadas em maio, enquanto as vendas somaram 9.993 unidades, segundo a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário (PMI). O levantamento é feito pelo departamento de Economia e Estatística da entidade, a partir de informações de incorporadoras associadas.
Na comparação de 12 meses, considerando o período de junho de 2025 a maio de 2026, a capital acumula 114,8 mil unidades vendidas. Nesse mesmo intervalo, o VGV (Valor Global de Vendas) alcançou R$ 60,2 bilhões. Para maio de 2026, o indicador ficou em R$ 5,7 bilhões.
Os valores do VGV e da oferta são atualizados pelo INCC-DI, índice da FGV, com referência a maio de 2026.
Lançamentos, vendas e indicadores de oferta
Além das vendas do mês, o estudo aponta que, em 12 meses, os lançamentos chegaram a 144,7 mil unidades, após a marca de 13.130 em maio.
Quanto ao mercado em estoque, a cidade encerrou maio com 88,8 mil unidades disponíveis para venda. Essa oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos, correspondendo a projetos lançados nos últimos 36 meses (de junho de 2023 a maio de 2026).
Em maio, o VGO (Valor Global da Oferta) somou R$ 66,4 bilhões. Já o indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que mede a participação das vendas frente ao volume de unidades ofertadas, atingiu 10,1% no mês. No acumulado de 12 meses, o VSO foi de 55,9%.
Segmentação por perfil de imóvel
Entre as configurações acompanhadas, os imóveis de 2 dormitórios se destacaram em maio. Eles concentraram 54% dos lançamentos (7.093 unidades) e 65% das vendas (6.524 unidades). No lado da disponibilidade, representaram 55% da oferta (48.878 unidades).
Em termos de valor, os imóveis de 2 dormitórios responderam por 41% do VGV (R$ 2,3 bilhões) e por 32% do VGO (R$ 21,0 bilhões). O indicador de giro desse segmento foi o mais alto do recorte, com VSO de 11,8%.
Por faixa de metragem, as unidades com 30 m² e 45 m² lideraram em quase todos os indicadores. Segundo a pesquisa, elas foram 52% dos lançamentos (6.767 unidades) e 64% das vendas (6.349 unidades), além de representarem 51% da oferta (45.201 unidades). No valor, concentram 36% do VGV (R$ 2,0 bilhões) e apresentaram o maior VSO do grupo, com 12,3%.
Para metragem superior a 180 m², o estudo aponta o maior VGO, com participação de 31% (R$ 20,4 bilhões).
Faixas de preço
No recorte de preços, os imóveis na faixa de R$ 275 mil a R$ 400 mil tiveram presença relevante no mês. O grupo respondeu por 45% dos lançamentos (5.871 unidades) e por 47% das vendas (4.707 unidades). Também liderou a oferta, com 43% do total (37.802 unidades).
O maior VGV foi associado aos imóveis com preço acima de R$ 5,0 milhões, com participação de 27% (R$ 1,6 bilhão). Esse mesmo recorte também registrou o maior VGO, com 27% (R$ 17,8 bilhões).
Já o maior VSO foi observado nos imóveis com preços abaixo de R$ 275 mil, com 13,3%.
Minha Casa Minha Vida e outros mercados
O estudo menciona que, em abril de 2026, houve atualização das faixas de preço do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na cidade de São Paulo. Nesse contexto, os limites da Faixa 1 e da Faixa 2 passaram para R$ 275 mil, enquanto o teto da Faixa 3 foi ampliado para R$ 400 mil. A Faixa 4 passou a financiar imóveis de até R$ 600 mil.
Para fins da pesquisa, entram como enquadrados no programa apenas os imóveis financiados das Faixas 1, 2 e 3.
Em maio, 70% das unidades lançadas e 71% das vendidas foram enquadradas no MCMV. Em números absolutos, isso corresponde a 9.152 unidades lançadas e 7.105 unidades vendidas. A oferta desse segmento somou 49.615 unidades (56%), com VSO de 12,5%.
Nos demais mercados, o levantamento registra 3.978 unidades lançadas, 2.888 unidades vendidas e oferta final de 39.146 unidades, com VSO de 6,9%.
Distribuição por zonas da cidade
Ao analisar as zonas, a zona Sul liderou em maio em diferentes frentes: somou 50% dos lançamentos (6.603 unidades) e 34% das vendas (3.373 unidades). Também concentrou a maior parte da oferta final, com 35% (31.062 unidades), e teve participação de 38% no VGO (R$ 25,2 bilhões).
O maior VGV do período foi registrado na zona Oeste, com 39% (R$ 2,2 bilhões). Já o maior VSO ficou com a zona Leste, em 11,1%.
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