CBIC reafirma foco em sustentabilidade urbana e impulsiona agenda nas cidades brasileiras
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou que pretende avançar na articulação de iniciativas voltadas a ampliar a agenda de sustentabilidade no setor, com o objetivo de contribuir para que as cidades brasileiras enfrentem melhor os efeitos das mudanças climáticas. A declaração foi feita durante a abertura do Construindo Cidades Resilientes – Fórum de Desenvolvimento Imobiliário, Construção e Finanças Sustentáveis, realizado na manhã de quinta-feira (06/08), na sede do SECOVI SP, em São Paulo.
De acordo com Eduardo Aroeira Almeida, presidente da CBIC, a entidade reforça o propósito de atuar em conjunto com o poder público, com organizações do setor e com instituições financeiras para promover uma construção mais inovadora, eficiente e sustentável. “A CBIC reafirma seu compromisso de continuar trabalhando em parceria com o poder público, com as entidades do setor e com as instituições financeiras para promover uma construção cada vez mais inovadora, eficiente, sustentável e preparada para contribuir com o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
O evento, conduzido em iniciativa conjunta com ABRAINC, GBC Brasil, Saint-Gobain, Secovi-SP e SindusCon-SP, reuniu representantes do setor produtivo, especialistas, formuladores de políticas públicas e instituições financeiras. A proposta foi debater medidas práticas para acelerar a agenda de sustentabilidade na construção e no desenvolvimento urbano.
Compromisso com inovação e alinhamento a normas
Em breve pronunciamento, Aroeira Almeida apresentou o posicionamento da CBIC e descreveu a atuação da entidade em uma frente técnica voltada a apoiar empresas brasileiras no alinhamento a melhores práticas e normas. Ele afirmou que a sustentabilidade e o desenvolvimento devem andar juntos, destacando que a proteção ambiental não se contrapõe à competitividade do setor.
Segundo o presidente, a inovação, a eficiência e a descarbonização são apresentadas como oportunidades para aumentar produtividade, reduzir custos ao longo do ciclo de vida das edificações e agregar valor aos empreendimentos. A fala também relacionou esses pontos à possibilidade de ampliar o acesso a novos mercados e a fontes de financiamento.
Transição climática como tema de competitividade
Ao tratar do tema, Aroeira Almeida contextualizou que a agenda climática passou a ter impacto direto em fatores que influenciam o desempenho das empresas. Para ele, o assunto se conecta a capacidade de atrair investimentos, produtividade e qualidade de vida da população. “Falar de cidades resilientes é falar de infraestrutura, habitação, mobilidade, eficiência, inovação e desenvolvimento. É justamente nesse contexto que a construção civil assume um papel estratégico”, comentou.
O presidente da CBIC também citou o potencial da construção para reduzir emissões e incorporar tecnologias, além de mencionar a adoção de materiais com menor impacto ambiental. Outro aspecto colocado foi a ampliação da eficiência energética e hídrica das edificações, como forma de tornar as cidades mais preparadas aos desafios climáticos.
Na avaliação apresentada, o Brasil tem condições consideradas favoráveis para liderar a transformação citada. A fala aponta para a presença de uma matriz energética predominantemente limpa, capacidade técnica reconhecida no setor e ambiente empresarial voltado à inovação. Também foi mencionado o potencial do mercado para absorver soluções de baixo carbono.
Investimentos, crédito e estruturação de projetos
O debate proposto pelo fórum partiu do entendimento de que a transição para uma economia de baixo carbono exige investimentos relevantes, com destaque para o setor da construção. O tema foi abordado como estratégico tanto para reduzir impactos quanto para lidar com a adaptação às mudanças climáticas.
Entre os eixos da programação, houve espaço para discutir questões ligadas ao acesso a crédito, à percepção de risco e à estruturação de projetos em conformidade com exigências do mercado financeiro.
A programação incluiu conversas sobre a aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), instrumentos financeiros verdes e o processo de estruturação de projetos considerados “bancáveis”. O fórum também abordou a ideia de traduzir desempenho ambiental em métricas financeiras.
Burocracia e insegurança jurídica como barreiras
Ely Wertheim, vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC e presidente executivo do SECOVI-SP, enfatizou a necessidade de enfrentar entraves jurídicos e excesso de burocracia, argumentando que isso pode ser determinante para acelerar a transição. “Está na hora de aproveitarmos fóruns como este para discutir como é que materializa isso”, afirmou, em referência ao tema.
Wertheim citou a pulverização de normas brasileiras, que podem variar entre os níveis federal, estadual e municipal. Ele também associou esse quadro à insegurança jurídica e afirmou que, em algumas situações, a norma pode dificultar a inovação.
Participação e conexões com iniciativas da CBIC
Além de Eduardo Aroeira Almeida e Ely Wertheim, participaram da abertura do evento Luiz Antônio França (ABRAINC), Eduardo May Zaidan (SindusConSP), Gustavo Siqueira (Saint-Gobain) e Raul Penteado (GBC Brasil).
O encontro também dialoga com o projeto “Finanças Sustentáveis para a Construção”, ligado à Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da CBIC, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Apareceu primeiro em: aqui.
Outras notícias
Durante muito tempo, a resposta para “o que torna um imóvel de luxo” parecia simples: quanto maior a metragem, melhor a localização, mais sofisticados os acabamentos e mais completa a estrutura de lazer. Esses elementos continuam relevantes — afinal, eles ainda comunicam padrão e valorização. Mesmo assim, o conceito de... >> Leia mais
Projetos de altíssimo padrão em São Paulo passaram a exibir patamares de preço cada vez mais elevados, com registros que indicam forte valorização em empreendimentos selecionados. No recorte apresentado por IstoÉ Dinheiro, o mercado atingiu a marca de R$ 90 mil por metro quadrado em projetos dessa faixa, impulsionado principalmente... >> Leia mais
O Centro do Rio de Janeiro começa a apontar para uma nova fase. Depois de um período longo de abandono de imóveis, perda de moradores e redução do ritmo comercial em algumas áreas, sinais de retomada passam a ganhar visibilidade. Entre as mudanças observadas estão a restauração de prédios históricos,... >> Leia mais
Rio de Janeiro sedia congresso que pretende colocar em debate o uso de imóveis públicos ociosos como forma de reduzir despesas permanentes Um evento internacional no Rio de Janeiro vai reunir especialistas para discutir caminhos que possam diminuir custos associados à ociosidade de bens públicos e ampliar formas de aproveitamento... >> Leia mais
O Hotel Leão, localizado na Rua Corrêa Dutra, 141, no Catete, será demolido para dar lugar a um novo empreendimento residencial. O imóvel acaba de ser adquirido pela WPX Empreendimentos, que prevê a construção de um condomínio com 66 unidades, distribuídas entre estúdios e apartamentos de um e dois quartos.... >> Leia mais
O custo de morar — seja pagando aluguel, seja comprando um imóvel — raramente se resume ao valor que aparece no anúncio. Na prática, a decisão envolve uma sequência de despesas que impactam o orçamento em momentos diferentes e, muitas vezes, chegam justamente quando a mudança já exigiu gastos com... >> Leia mais
Imóveis anunciados
- À vendaEstrada Correia da Veiga, 2532, Petrópolis, Rio de Janeiro, BrasilR$ 1 900 000Pronto para morar
- À vendaEstrada Correia da Veiga, 2532, Petrópolis, Rio de Janeiro, BrasilA partir de:R$ 470 000Para construir
- À vendaFazenda Marambaia, Corrêas, Petrópolis, RJA partir de:R$ 2 250 000Para construir
- À venda e/ou AluguelR. Teresa, 264 - Alto da Serra, Petrópolis - RJ, 25625-018R$ 430 000ou R$ 3 000/ mêsPonto comercial
- À vendaFazenda Marambaia, Corrêas, Petrópolis, RJR$ 750 000Para construir
- À vendaQuitandinha, Petrópolis, Rio de JaneiroR$ 350 000Pronto para morar
- À vendaR. Min. Armando Alençar - Itaipava, Petrópolis - RJ, 25740-150R$ 1 350 000Pronto para morar
- À venda e/ou AluguelR. Min. Armando Alençar - Itaipava, Petrópolis - RJ, 25740-150R$ 1 600 000ou R$ 6 000/ mêsPronto para morar
- À venda e/ou AluguelRua dos Manacás, Itaipava, Petrópolis, Rio de JaneiroR$ 800 000ou R$ 4 500/ mêsPronto para morar


