Construtora anuncia construção de quatro condomínios de alto padrão que somam investimentos bilionários no antigo terreno (…).
Um novo empreendimento residencial está em fase de planejamento no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio. O projeto será construído no terreno do antigo Centro Administrativo do Banco do Brasil (CARJ), que foi demolido no início de maio, após longo período de ocupação e, em seguida, de desmobilização do espaço.
O Grupo Direcional reúne esforços para transformar a área — que abrigou um complexo inaugurado na década de 1970, com projeto dos Irmãos Roberto — em um conjunto de condomínios voltados ao segmento de média renda. A iniciativa será conduzida pela Riva, braço da empresa direcionado a esse mercado.
Complexo terá quatro condomínios e VGV de até R$ 1,2 bilhão
O futuro complexo, chamado Città Riva Gran Tijuca, prevê a implantação de quatro condomínios residenciais. O projeto tem Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em até R$ 1,2 bilhão, com potencial de figurar entre os maiores empreendimentos imobiliários em desenvolvimento na Grande Tijuca.
De acordo com o planejamento divulgado, o lançamento dos condomínios ocorrerá de forma escalonada, conforme o cronograma do desenvolvimento do projeto.
Primeiro lançamento: Renascença Residencial chega ao mercado em setembro
O primeiro condomínio do complexo já tem data para ir ao mercado. A incorporadora informou ao DIÁRIO DO RIO que o Renascença Residencial será lançado em setembro.
O empreendimento terá 376 unidades residenciais, distribuídas em edifícios de 16 pavimentos. Além das unidades, o projeto inclui área de lazer completa. As opções de apartamentos têm metragens entre 39 m² e 43 m².
Os demais condomínios do conjunto serão lançados em etapas, seguindo o desenvolvimento do projeto.
Da desocupação do CARJ à aprovação da venda
A mudança no destino do terreno se relaciona a um processo que começou anos antes. O complexo passou a ser desocupado no fim de 2020, quando chegou ao fim o contrato de locação entre o Banco do Brasil e o Fundo de Investimento Imobiliário (FII) BB Progressivo, administrado pelo BTG Pactual.
Naquele período, o banco chegou a propor a renovação do aluguel para ocupar apenas parte do empreendimento. No entanto, os administradores do fundo não aceitaram os termos apresentados. Após negociações que não chegaram a um acordo, o imóvel foi desocupado e permaneceu sem um novo ocupante.
O desfecho foi informado ao mercado em fevereiro de 2024. Na ocasião, o BTG comunicou a aprovação da venda de 100% da participação do fundo no imóvel para a Sod Capital, pelo valor de R$ 65 milhões.
A operação também contemplava a implantação de um novo projeto imobiliário no terreno. Segundo o que foi reportado, a Cury também disputava o imóvel.
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