Estacionamento do supermercado em Vicente de Carvalho: veja o que está por vir
Um supermercado tradicional do setor atacadista na região da Vila da Penha, Zona Norte do Rio, pode ganhar um novo vizinho imobiliário nos próximos anos. De acordo com as informações disponíveis, o Atacadão de Vicente de Carvalho deverá passar por mudanças no entorno: parte do estacionamento do local dará lugar a um empreendimento residencial da Riva, braço do Grupo Direcional voltado ao segmento de médio padrão.
O grupo teria adquirido, há cerca de dois anos, uma fração do terreno para viabilizar o projeto junto ao Grupo Carrefour, de quem a área faz parte.
Condomínio com proposta “clube” e opções de lazer
A previsão é de que o empreendimento seja organizado em um condomínio com quatro blocos e conceito “clube”. Entre os itens planejados, estão mais de 15 opções de lazer, incluindo piscinas adulto e infantil, academia, sauna e salão de festas.
Com a obra, a expectativa é de uma nova configuração do uso do espaço, especialmente no que diz respeito à conversão do estacionamento em área voltada à construção residencial.
Operação do supermercado deve seguir durante a construção
Apesar das intervenções previstas no terreno, a construção não está prevista para interromper o funcionamento do supermercado. O estabelecimento deve permanecer em operação normalmente mesmo durante o período de obras, com a continuidade das atividades após o término da construção.
Mudança na legislação abre caminho para ampliar estacionamentos
Esse tipo de alteração se tornou viável a partir de uma mudança na legislação municipal. A norma criou condições especiais para ampliações e novos projetos em áreas ocupadas por shoppings, supermercados e hipermercados.
Na prática, a alteração permite expansões horizontais com aumento da área construída, além de ampliações verticais em locais específicos. Para isso, é necessário cumprir exigências urbanísticas e realizar contrapartidas financeiras ao município.
Segundo o que foi informado, a publicação ocorreu em dezembro de 2025, no Diário Oficial do município. O texto estabelece um prazo de 24 meses para que proprietários solicitem o enquadramento nas novas condições.
Nas ampliações horizontais, a ocupação adicional pode chegar a 20% acima do permitido originalmente para esses estabelecimentos. Já em áreas vinculadas a Operações Urbanas Consorciadas — como as citadas do Autódromo de Guaratiba, São Januário e Parque do Legado Olímpico — existem regras próprias para permitir expansões em proporções maiores, conforme o caso.
Manutenção da atividade comercial condiciona os novos projetos
Mesmo com a autorização legal, há uma exigência associada à permanência do uso comercial. A regra determina que a atividade comercial existente seja mantida em funcionamento nos termos anteriores ao empreendimento imobiliário.
Se o shopping, supermercado ou hipermercado encerrar as operações, os novos projetos precisarão se adequar aos parâmetros urbanísticos vigentes, com a possibilidade de demolição das áreas construídas que excedam os limites permitidos.
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