“Imóveis de 1 quarto disparam valorização no Nordeste e ganham força entre investidores”

O mercado residencial brasileiro vive um momento em que imóveis menores podem sair com preços mais altos — e a tendência aparece com força nos dados recentes do Índice FipeZAP de Venda Residencial. Em uma leitura de 12 meses encerrados em maio de 2026, unidades com apenas um dormitório registraram a maior valorização entre os tipos acompanhados.

De acordo com o levantamento divulgado por Exame, os imóveis de um dormitório avançaram 7,35% no período. A alta, dentro do recorte analisado, coloca essa faixa de metragem e configuração como a que mais se destaca na comparação anual.

Alta acima da média e acima da inflação

O desempenho dos compactos ficou acima do resultado observado para o índice geral residencial, que subiu 5,59% nos mesmos 12 meses. O crescimento também superou a inflação acumulada medida pelo IPCA, que somou 4,77% no período.

Na leitura do mercado, a combinação desses números reforça a ideia de ganho real para quem direcionou a compra para unidades de menor tamanho. Em um contexto de demanda urbana, o levantamento sugere que a liquidez — e o interesse constante por esse tipo de imóvel — ajuda a sustentar a valorização, mesmo quando o ticket absoluto é menor.

Preço por metro quadrado de um quarto é o mais alto

Além da valorização no acumulado de 12 meses, o estudo também aponta diferença relevante no preço médio por metro quadrado. As unidades de um dormitório aparecem com o maior valor da amostra: R$ 11.987/m².

O número fica acima da média nacional de R$ 9.809/m². No recorte por número de dormitórios, o estudo ainda indica que unidades de dois dormitórios ficaram em R$ 8.813/m², evidenciando que, neste mercado, a comparação do valor por m² favorece os compactos em relação a outras configurações.

Para esse tipo de imóvel, a dinâmica de procura costuma estar ligada a perfis específicos e a uma maior rotatividade do público interessado. Entre os grupos citados no levantamento estão solteiros, casais sem filhos, estudantes, profissionais em mobilidade e turistas em períodos de estadia mais curtos.

Nordeste se destaca no crescimento percentual

No recorte regional, a valorização não se limita apenas aos centros urbanos tradicionalmente mais caros. Embora o levantamento indique que Vitória, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro liderem o preço médio, o Nordeste aparece com força quando o foco é o crescimento percentual.

Ou seja, mesmo quando os valores absolutos permanecem mais elevados em alguns mercados do Sudeste e do Sul, o Nordeste ganha espaço na variação anual analisada, sinalizando um movimento de aceleração relativo em determinadas praças.

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