Martin Luther King e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana: conheça as ruas do mercado em Copacabana
Em 2025, o mercado imobiliário do Rio de Janeiro registrou 29.228 transações de imóveis por meio de registros municipais vinculados ao ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis). O total representa alta de 4,7% frente às 27.922 operações anotadas em 2024. Dentro desse universo, a concentração chama atenção: apenas dez endereços responderam por 12,7% de todas as transações do ano.
O levantamento também sugere que o ranking por volume de vendas não acompanha, necessariamente, o ranking por valor movimentado. Enquanto algumas vias se destacam pela quantidade de registros, outras aparecem com menos transações, mas com maior peso financeiro — com predominância de ruas da Barra da Tijuca e de bairros da Zona Sul.
Base municipal do ITBI mostra crescimento do número de operações
Os números têm como referência a base municipal do ITBI. Em 2025, a cidade computou 29.228 transações, enquanto o ano anterior terminou com 27.922. Na soma das dez ruas com mais operações, foram 3.718 registros, equivalentes a 12,7% do mercado imobiliário carioca no período.
No recorte financeiro, o comportamento se altera. As dez ruas que mais movimentaram dinheiro somaram cerca de R$ 4,31 bilhões, o que corresponde a 19,2% do total estimado para transações no município, que foi de R$ 22,42 bilhões.
Esses valores movimentados foram estimados a partir do valor médio declarado em cada operação. O montante, portanto, não representa arrecadação de ITBI, mas sim o total estimado das transações registradas em cada endereço.
Grandes avenidas lideram em número de transações
Entre os logradouros com maior número de negociações, a liderança em 2025 ficou com a Avenida Pastor Martin Luther King Jr., em Del Castilho (Zona Norte). Foram 552 registros no ano.
O destaque em volume, porém, não significa automaticamente maior movimentação individual por operação. Parte das transações nessa avenida envolve negociações no mercado não residencial, com valor médio declarado equivalente a cerca de 6% do imóvel. Esse padrão pode indicar movimentações de frações do mesmo ativo, e não necessariamente vendas de unidades completas.
Na segunda posição aparece a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, com 510 transações. No bairro, esse número representa 16,7% de todas as negociações imobiliárias registradas ao longo de 2025.
Em terceiro lugar está a Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, com 459 operações. O total corresponde a 14,3% das vendas de imóveis registradas no bairro no ano.
O conjunto dos dez endereços com mais transações inclui ainda: Rua Rodrigo Melo Franco (Camorim, 424), Estrada dos Bandeirantes (Jacarepaguá, 334), Rua Barata Ribeiro (Copacabana, 326), Avenida Lúcio Costa (Barra da Tijuca, 302) e Rua Jacarandás da Península (Barra da Tijuca, 292), além de Rua Conde de Bonfim (Tijuca, 279) e Rua Visconde de Pirajá (Ipanema, 240).
| Posição | Logradouro e bairro | Número de transações |
|---|---|---|
| 1º | Avenida Pastor Martin Luther King Jr. — Del Castilho | 552 |
| 2º | Avenida Nossa Senhora de Copacabana — Copacabana | 510 |
| 3º | Avenida das Américas — Barra da Tijuca | 459 |
| 4º | Rua Rodrigo Melo Franco — Camorim | 424 |
| 5º | Estrada dos Bandeirantes — Jacarepaguá | 334 |
| 6º | Rua Barata Ribeiro — Copacabana | 326 |
| 7º | Avenida Lúcio Costa — Barra da Tijuca | 302 |
| 8º | Rua Jacarandás da Península — Barra da Tijuca | 292 |
| 9º | Rua Conde de Bonfim — Tijuca | 279 |
| 10º | Rua Visconde de Pirajá — Ipanema | 240 |
Camorim vê salto com força concentrada em uma rua
Um dos recortes mais marcantes envolve o Camorim. A Rua Rodrigo Melo Franco registrou avanço expressivo: passou de 68 transações em 2024 para 424 em 2025, um salto de 523,5%.
De todo o volume do bairro em 2025, a via representou 46,8% das negociações do Camorim no período. O movimento também refletiu no total do bairro: as transações no Camorim subiram de 445 para 906 no intervalo de um ano.
Barra da Tijuca e Zona Sul concentram maior valor estimado
Ao mudar o critério para o valor das transações estimado, o ranking se reorganiza. A Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, lidera a lista financeira com cerca de R$ 753,1 milhões movimentados em 2025.
Apesar de aparecer apenas na sétima posição em número de transações (302), a avenida concentra imóveis de alto valor, o que ajuda a colocar o endereço no topo do ranking financeiro.
Na sequência vêm a Avenida das Américas (Barra da Tijuca), com R$ 552,9 milhões, e a Avenida 1 na Barra da Tijuca, com R$ 511,8 milhões. Nos registros municipais, esse logradouro consta com códigos PAA 12.019 e PAL 46.627, relacionados ao projeto urbanístico e ao loteamento aprovados para a área.
Entre os destaques do grupo financeiro, a Zona Sul aparece com força pontual: a Avenida Vieira Souto, em Ipanema, surge em quarto lugar. O endereço teve 46 transações e, ainda assim, movimentou aproximadamente R$ 451,1 milhões, refletindo o patamar elevado dos imóveis na região.
Abaixo, o ranking das dez ruas com maior valor estimado das transações em 2025:
| Posição | Logradouro e bairro | Valor estimado das transações |
|---|---|---|
| 1º | Avenida Lúcio Costa — Barra da Tijuca | R$ 753,1 milhões |
| 2º | Avenida das Américas — Barra da Tijuca | R$ 552,9 milhões |
| 3º | Avenida 1 PAA 12019/PAL 46627 — Barra da Tijuca | R$ 511,8 milhões |
| 4º | Avenida Vieira Souto — Ipanema | R$ 451,1 milhões |
| 5º | Rua Rodrigo Melo Franco — Camorim | R$ 423,7 milhões |
| 6º | Avenida Atlântica — Copacabana | R$ 341,5 milhões |
| 7º | Avenida Epitácio Pessoa — Lagoa | R$ 335,8 milhões |
| 8º | Rua Jacarandás da Península — Barra da Tijuca | R$ 326,2 milhões |
| 9º | Rua Prudente de Morais — Ipanema | R$ 309,7 milhões |
| 10º | Rua Visconde de Pirajá — Ipanema | R$ 302,5 milhões |
Como os valores foram estimados na base
O estudo usa como referência a série “ITBI — Transações por Logradouro e Mês — Imóveis Residenciais e Não Residenciais”, disponibilizada pela Prefeitura do Rio no Portal de Transparência e Dados Abertos. A estimativa do valor movimentado decorre da multiplicação do valor médio declarado dos imóveis pelo número de transações registradas em cada endereço imobiliário.
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