Recreio: incorporadoras cariocas intensificam apostas no bairro
O mercado imobiliário do Rio de Janeiro tem intensificado a busca por terrenos capazes de sustentar novos lançamentos. Nesse movimento, deixa de ser prioridade apenas achar áreas disponíveis e passa a pesar, com mais força, a combinação entre viabilidade financeira, documentação regular, infraestrutura já instalada e acesso facilitado. Dentro desse cenário, o Recreio dos Bandeirantes vem ganhando atenção como uma das regiões com maior potencial para novos empreendimentos residenciais.
A região se destaca por reunir condições que costumam atrair compradores e investidores: uma infraestrutura considerada mais consolidada, presença de áreas verdes, proximidade com a orla e um histórico de valorização associado ao crescimento do bairro. Ao mesmo tempo, oferece uma alternativa aos centros mais consolidados, como Barra da Tijuca e Barra Olímpica, onde a percepção é de maior custo e menor disponibilidade de terrenos.
O ritmo de expansão do Recreio é descrito como constante, com chegada de novos moradores e consequente ampliação de demanda por moradia. Ainda assim, o crescimento enfrenta um limitador relevante: um gabarito mais rigoroso do que o praticado em regiões vizinhas, o que impacta diretamente o volume de novas construções.
Um novo ciclo de desenvolvimento
Para Eduardo Cruz, CEO da Poemma, imobiliária com atuação voltada à região, o Recreio passa por um ciclo de desenvolvimento marcado pelo alinhamento entre oferta e expectativas do público consumidor.
— O bairro reúne características que hoje são muito valorizadas pelo comprador: qualidade de vida, contato com a natureza, infraestrutura consolidada e uma oferta de imóveis mais ampla em comparação a regiões em que há escassez de terrenos. As incorporadoras perceberam esse movimento e voltaram a investir ali — afirma Cruz.
Segundo ele, o potencial do Recreio vai além do número de lançamentos. A avaliação é de que há espaço tanto para crescimento da oferta quanto para valorização do metro quadrado quando comparado a outros bairros das zonas Sudoeste e Sul. Nesse contexto, o perfil de compradores também tende a ser mais diverso: há desde famílias que buscam morar mais perto do mar até investidores interessados em renda obtida por locação por temporada.
Resultados em vendas apontam aquecimento
O desempenho de lançamentos recentes ajuda a compor o retrato de um bairro em aceleração. Dois residenciais da SAS Empreendimentos Imobiliários, em parceria com a Construtora Calper, estão sendo erguidos no Recreio e foram citados como indicativo desse movimento.
No caso do Feel Sun, foram comercializadas cerca de 90% das 424 unidades com valores a partir de R$ 229 mil no primeiro fim de semana após o lançamento.
O Feel Nature, lançado em seguida, teve mais de 60% das unidades vendidas nos primeiros dias pós-lançamento, com preço inicial a partir de R$ 257 mil. Os empreendimentos apresentam tipologias variadas, com plantas que vão de 30 a 83 metros quadrados.
— O Recreio vem ganhando força como opção natural para quem quer viver perto da Barra da Tijuca, sem ter que pagar o preço já consolidado no bairro vizinho. E reúne o melhor dos dois mundos: proximidade com a orla, tranquilidade de bairro em expansão e infraestrutura que amadurece a cada ano — destaca Sandro Santos, diretor da SAS.
Novos empreendimentos e estratégias de oferta
A Vitale Empreendimentos também ampliou sua presença no Recreio com o lançamento do Tide Residencial. O empreendimento terá 320 apartamentos, com plantas de 35 a 90 metros quadrados e preços a partir de R$ 305 mil.
De acordo com o que foi informado, a empresa prepara a chegada do Prainha, com 516 unidades e valores iniciais a partir de R$ 249 mil. As plantas vão de 30 a 94,5 metros quadrados.
— Os terrenos na Barra estão cada vez mais escassos, dificultando a margem de negociação entre proprietários e incorporadores e elevando o custo por empreendimento. Com isso, o Recreio se tornou um vetor de crescimento da região, com novos residenciais chegando ao mercado já com plantas inteligentes, estrutura de lazer completa e segurança 24 horas — conclui Eduardo Paiva, CEO da Vitale.
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