Rio Comprido: primeiro retrofit financiado pela Caixa promete revitalizar a região
Anúncio foi feito na terça-feira, no Salão Nobre da Câmara dos Vereadores.
Rio Comprido recebe primeiro retrofit financiado pela Caixa
O bairro do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro, vai receber o primeiro empreendimento de retrofit financiado pela Caixa. O projeto é o Rebouças Residencial, da Newview Incorporações, anunciado nesta terça-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Centro.
O evento reuniu palestras de representantes públicos, como o superintendente de Habitação da Caixa, Cláudio Martins, além de historiadores e empresários ligados ao setor imobiliário, incluindo Beny Chor, da Newview.
Contratações somam quase R$ 400 milhões na região central
De acordo com Martins, a Caixa já firmou “quase R$ 400 milhões” em contratações na região central da cidade, considerando excluídos projetos de grande porte e aqueles que ainda estão em análise. Nesse montante, foi incluído o Rebouças Residencial.
O superintendente afirmou que o empreendimento terá 138 unidades habitacionais e um VGV de R$ 32,5 milhões. Ele destacou que a proposta prevê a transformação de um edifício comercial em apartamentos, caracterizando o primeiro retrofit contratado no Rio Comprido.
Requalificação urbana e valorização de áreas com demanda habitacional
Para Beny Chor, a iniciativa reforça o papel do banco na requalificação urbana. Segundo ele, o retrofit permite converter prédios que estavam subutilizados ou desocupados há anos em moradia.
“O empreendimento do Rio Comprido é um exemplo claro disso: um edifício que ganha nova vida e passa a atender a uma demanda real por habitação bem localizada”, afirmou Chor.
Imóvel chama atenção por conservação e ligação com a região
O CEO da Newview disse que muitas pessoas reconhecem o prédio escolhido para o projeto e mantêm alguma relação com ele. Conforme o executivo, essa conexão pode existir por experiências de trabalho na Fundação Roberto Marinho, por trajetórias acadêmicas na região ou apenas por o edifício figurar como uma referência local.
Chor também mencionou o estado do imóvel como um diferencial para a proposta. Ele relatou que, entre mais de 100 prédios visitados pela empresa para potenciais projetos de retrofit, aquele foi um dos que apresentaram melhor nível de conservação.
Retrofit como alternativa para acelerar ocupação em áreas consolidadas
O superintendente Cláudio Martins afirmou que o financiamento de projetos de retrofit aparece, segundo o mercado, como uma forma de acelerar a recuperação de áreas urbanas consolidadas, especialmente em regiões que enfrentaram esvaziamento ao longo de décadas.
Além de preservar as edificações existentes, o modelo, conforme a avaliação apresentada, tende a reduzir o tempo de obra e a contribuir para a ocupação de locais com serviços e transporte.
Vereador destaca retrofit, segurança e melhorias no entorno
O vereador Pedro Duarte (PSD) abordou a necessidade de associar novos empreendimentos a melhorias urbanas e também a ações relacionadas à segurança pública.
Segundo Duarte, o retrofit funciona como uma ferramenta para devolver dinamismo a áreas que perderam força ao longo das últimas décadas. Ele também apontou o significado da primeira assinatura da Caixa para um projeto desse tipo no Rio Comprido, afirmando que a revitalização da cidade estaria avançando além do Centro, alcançando bairros estratégicos e historicamente relevantes.
“É uma iniciativa que preserva a história urbana, incentiva a moradia e contribui para uma cidade mais segura, ocupada e vibrante”, disse o parlamentar.
Discussões também abordam São Cristóvão e a Nova Leopoldina
Além do retrofit no Rio Comprido, o encontro tratou de temas ligados ao renascimento da Nova Leopoldina e ao futuro de São Cristóvão. O vereador comentou que o bairro, conhecido também como imperial, possui tradição, comércio consolidado e famílias residentes na região.
Ele ressaltou, no entanto, que moradores e quem pretende se instalar no local têm enfrentado dificuldades, sobretudo relacionadas à segurança pública. Duarte afirmou que esses pontos precisam receber atenção especial, especialmente para aqueles que se interessam por lançamentos residenciais.
“As novas moradias, que acreditaram no potencial da região, precisam encontrar em São Cristóvão boa manutenção, comércio ativo e qualidade de vida”, afirmou.
Mobilidade urbana e proposta de extensão do VLT
O vereador também mencionou o impacto da ampliação da mobilidade urbana na região. Duarte defendeu que o VLT possa ter linha estendida até São Januário, com o objetivo de facilitar o embarque e o desembarque de torcedores para o estádio do Vasco e ampliar a integração do bairro com o restante da cidade.
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