Edifício Avenida Central: um dos mais modernos do país e um marco na arquitetura urbana
O Edifício Avenida Central, no Centro do Rio, completa 65 anos nesta sexta-feira, 22 de maio, mantendo-se entre os endereços mais conhecidos da região. A data acontece em um momento de retomada mais consistente do fluxo de pessoas na área, com a movimentação voltando a dar ritmo às galerias e aos arredores do prédio.
Inaugurado em 22 de maio de 1961, o empreendimento surgiu durante uma fase em que o Rio ainda exercia papel central como sede administrativa do antigo estado da Guanabara, em meio a reformas urbanas de grande porte. O edifício levou três anos de obras até sua entrega, com projeto atribuído à incorporadora Regine Feigl. Com cerca de 110 metros de altura e mais de 30 andares na torre comercial, a construção foi tratada como uma das mais ambiciosas do período, influenciada por referências de arranha-céus estrangeiros e apontada, à época, entre as edificações mais modernas e altas do Brasil.
Projeto de referência e estrutura diferenciada
Um dos elementos que ajudam a explicar o destaque do Avenida Central é a tecnologia aplicada na construção. O prédio conta com 18 elevadores, sendo 15 com capacidade para 20 passageiros. Na ocasião, essa configuração foi considerada rara mesmo diante de padrões que já existiam para empreendimentos semelhantes.
Na base, o edifício se organiza em uma galeria de três andares, que funciona como uma espécie de mini shopping e cria uma conexão entre a Avenida Rio Branco e o Largo da Carioca. Historicamente, esse corredor interno concentrou parte importante do movimento do conjunto: ao longo dos anos, passou por fases com diferentes perfis de comércio, incluindo, em períodos anteriores, a presença de praças de alimentação e, desde a década de 1990, tornou-se referência na venda de artigos de informática.
Do entorno ao primeiro prédio metálico da área
Antes do Avenida Central, funcionavam no local o antigo Hotel Avenida, a Galeria Cruzeiro e o terminal de bondes conhecido como Tabuleiro da Baiana. O conjunto foi demolido em 1958, abrindo espaço para a verticalização do Centro em um momento de transformação urbana acelerada.
O edifício também marcou uma mudança de padrão construtivo na região. Foi apresentado como o primeiro da área construído em estrutura metálica, adotando um modelo de torres com base comercial. Essa lógica separa o fluxo mais intenso da galeria e do térreo do uso corporativo nos andares superiores.
Movimentação de público e retomada de ocupação
Em 2011, o prédio tinha uma circulação média estimada em cerca de 160 mil pessoas por dia entre a galeria e a torre, que reúne mais de mil salas. A maior parte desses espaços é destinada a consultórios e escritórios.
Em 2024, a ocupação voltou a subir e chegou a cerca de 90%, acompanhando a recuperação do Centro do Rio.
Manutenção e melhorias na infraestrutura
Para sustentar o funcionamento e a estrutura ao longo do tempo, o edifício recebeu um conjunto de melhorias. No início do ano passado, a administração do empreendimento apresentou atualizações com foco em conforto, segurança e modernização.
Entre as intervenções listadas estão a climatização das galerias comerciais e a substituição do sistema de ar-condicionado central por novos chillers. Também foi mencionada a reforma completa da estrutura de combate a incêndio, além da instalação de iluminação em LED e de luminárias de emergência.
O pacote de ajustes incluiu ainda intervenções nos tetos e na fachada. Já em termos de infraestrutura elétrica e segurança, houve a implementação de um novo sistema de para-raios e a adoção de motores de alta eficiência energética.
Releitura de ADEMI-RJ
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