Segundo prédio residencial mais antigo do Rio ganha vida como ateliê de arte
Um edifício residencial histórico no Rio vai abrir espaço para uma nova fase de atividades culturais. A partir deste sábado, a cobertura duplex do Edifício Lage, inaugurado em 1925 na Rua do Russel, passará a receber visitas e ações voltadas a um coletivo artístico, em um evento com música e programação noturna.
O prédio fica nas imediações do Hotel Glória, ao lado do plano inclinado que dá acesso ao Outeiro da Glória. De acordo com a proposta do espaço, a nova abertura ocorre em um dos apartamentos de cobertura do edifício, que contará com atividades permanentes e encontros ao longo do tempo.
Espaço cultural em cobertura duplex
A área que será aberta ao público integra uma das coberturas duplex do Edifício Lage e passa a abrigar o 1/4 Coletivo de Arte. O grupo é formado pelas artistas Ana Baduy, Isa de Cnop e Regina Dardillac, que desenvolvem no local atividades ligadas à produção artística e à convivência.
Entre as frentes que já ocorrem no espaço estão a produção e venda de cerâmicas, um clube do livro, um ateliê de pintura e um antiquário. A proposta reúne diferentes formatos de trabalho e interação em um mesmo ambiente.
Inauguração “Laje do Lage” neste sábado
Com a abertura do segundo andar da cobertura prevista para este sábado, o evento de inauguração foi nomeado “Laje do Lage”. A programação acontece no dia 23, das 18h30 às 22h.
A noite terá apresentações musicais com Priscila Rato no violino e Marcelo Caldi na sanfona. A proposta do encontro prevê uma combinação de repertórios ligados a diferentes tradições, reunindo referências clássicas e populares na mesma faixa de programação.
Os ingressos para o evento podem ser obtidos pela plataforma Sympla e também via PIX.
Henrique Lage e o projeto na Rua do Russel
O Edifício Lage foi projetado por Ricardo Buffa e construído por Henrique Lage (1881–1941). A obra foi erguida em 1925 como um dos empreendimentos residenciais de maior destaque do período.
Henrique Lage, citado como uma figura importante para a industrialização brasileira no início do século XX, foi também proprietário do que hoje é o Parque Lage. O empresário ainda teria ligação com projetos como o Porto de Imbituba.
Com oito pavimentos e dois apartamentos por andar, cada um com quatro quartos, o prédio se destaca por características do estilo eclético. A fachada é marcada por colunatas, janelas em arco e elementos com inspiração em referências clássicas.
Na época da inauguração, o edifício era apresentado como um marco de escala e de padrão construtivo em uma área que ainda passava por transformações urbanas.
Vista para a Baía de Guanabara e conexão com a orla
O Edifício Lage está de frente para a Baía de Guanabara e, nos andares mais altos, oferece visão para a Praça Paris. A edificação compõe um conjunto arquitetônico associado à expansão da antiga orla carioca, modificada ao longo do século XX por intervenções urbanas.
Entre as mudanças citadas no entorno estão a abertura da Avenida Beira-Mar e, mais tarde, a construção do Parque do Flamengo. Nesse contexto, o prédio permanece como um registro material de diferentes etapas do crescimento da região.
Releitura de: ADEMI-RJ
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