Imobiliário em alta: mercado cresce mesmo com a turbulência política e eleitoral de 2026
O mercado imobiliário brasileiro segue em expansão e mantém um tom de otimismo, mesmo diante de desafios ligados à produtividade e a um ambiente de menor confiança econômica influenciado pelo calendário eleitoral. Em meio a esse cenário, lideranças do setor têm apontado que o planejamento para 2026 exige atenção extra a variáveis políticas e ao impacto do calendário no ritmo de atividades.
Dario Ferraço, sócio-diretor da RE/MAX SF, afirmou que o ano de 2026 traz particularidades capazes de alterar a dinâmica do setor. Segundo ele, fatores como Copa do Mundo, eleições e a quantidade de feriados ao longo do ano somam pressões sobre a produtividade das operações, exigindo resiliência das empresas para manter o desempenho.
“O ano de 2026 tem algumas particularidades e desafios adicionais para o mercado imobiliário. A gente tem um ano de Copa do Mundo, eleição e 12 feriados que, somados, representam praticamente menos 12% a 15% de produtividade no ano. Mesmo nesse cenário de mais dificuldade, nossa operação tem um crescimento de 15% até o fechamento de maio”, declarou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ao comentar o desempenho, Ferraço também destacou que a continuidade do crescimento depende de adaptações no modo de operar. Para ele, além do impacto do calendário, as empresas precisam ajustar processos e rotinas para sustentar resultados mesmo em períodos em que a atenção do público e o fluxo de atividades podem ser afetados.
Cliente mais informado e exigências no atendimento
Outro ponto enfatizado pelo executivo foi a transformação no perfil do comprador de imóveis. De acordo com Ferraço, a mudança é perceptível nos últimos anos e tem levado corretores e empresas a adotarem abordagens mais estratégicas durante a condução das negociações.
Segundo o sócio-diretor, o cliente chega ao processo de compra com informações mais consolidadas do que em períodos anteriores. Ele aponta que, na prática, muitas etapas que antes dependiam prioritariamente do corretor passaram a ser parcialmente resolvidas por meio de pesquisa na internet, o que torna o comprador mais preparado e, consequentemente, mais exigente.
Com a digitalização do setor, a conversa sobre imóveis tende a começar em um nível diferente, elevando a necessidade de excelência no atendimento. Nesse contexto, Ferraço afirma que profissionais e construtoras precisam estar melhor preparados para lidar com esse novo comportamento, já que a demanda por clareza, precisão e capacidade de orientar o cliente se torna mais central no processo.
Gestão e formação como gargalos em modelos tradicionais
Ferraço também chamou atenção para falhas de gestão que ainda seriam recorrentes em empresas que seguem modelos tradicionais de operação. Na avaliação dele, um problema frequente está na origem das organizações, muitas vezes criadas a partir de ex-corretores que se destacaram em vendas, mas que não investem na formação necessária para a gestão do negócio como um todo.
Para o executivo, nesses casos pode ocorrer uma reprodução da atuação anterior — centrada na performance individual — apenas com a estrutura formalizada como empresa. O resultado, segundo ele, é a ausência do desenvolvimento de competências específicas de liderança, gestão e capacitação de equipes, elementos que seriam determinantes para organizar rotinas, definir estratégias e sustentar o crescimento.
Juros, preço do imóvel e alternativas contratuais
Ao abordar a relação entre juros e comportamento do comprador, Ferraço mencionou um aspecto ligado à variação do preço do imóvel ao longo do tempo. Na avaliação dele, o aumento no custo por metro quadrado pode manter o cenário de compra sensível, mesmo quando há hesitação motivada por taxas elevadas.
“O metro quadrado imobiliário sobe 15% a 20% ao ano, então o cliente não comprar hoje por conta de uma taxa de juros alta fará com que ele pague mais caro no imóvel no futuro. Se houver uma redução de juros mais para a frente, ele pode simplesmente fazer uma portabilidade de contrato para equalizar essa compra”, sugeriu.
Com isso, o argumento central é que a decisão do comprador envolve não apenas a taxa de juros do momento, mas também a evolução do preço do imóvel, além da possibilidade de adequar o contrato caso as condições financeiras mudem posteriormente.
Outras notícias
em Negócios, 16 de julho O fundo imobiliário BTG voltado a ativos de logística registrou um marco na captação, alcançando R$ 1,807 bilhão para um produto de tijolo. Com o resultado, o fundo passou a somar valor de mercado de R$ 7,3 bilhões. De acordo com as informações divulgadas, o... >> Leia mais
Goiânia, capital de Goiás, está entre os principais centros econômicos do país e segue em ritmo de expansão. Nesse contexto, a cidade passa a integrar um novo projeto avaliado em R$ 500 milhões, reforçando investimentos voltados ao desenvolvimento local. Como terceiro maior mercado do Brasil e com trajetória de crescimento... >> Leia mais
Poupança registra resgates líquidos e segue pressionando financiamento imobiliário em 2026 O primeiro semestre de 2026 termina com a poupança apresentando resgates líquidos de R$ 30,6 bilhões, movimento que continua a pressionar uma das principais fontes históricas de recursos para o financiamento imobiliário no Brasil. Mesmo com esse cenário, o... >> Leia mais
A forma como as pessoas se relacionam com as cidades vem passando por uma mudança perceptível — e isso tem refletido diretamente na maneira de escolher um imóvel. Se, no passado, a localização costumava ser analisada sobretudo pela promessa de valorização futura, hoje ela também entra na conta como fator... >> Leia mais
FIDCs aparecem como rota alternativa de financiamento para construtoras médias Em um setor marcado pela pulverização de empresas, a captação de recursos para a produção imobiliária continua concentrada em companhias de grande porte. Diante dessa assimetria, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) vêm ganhando espaço como uma alternativa... >> Leia mais
A interiorização da economia tem se refletido na valorização imobiliária e, com isso, reaberto espaço para investidores acompanharem oportunidades em cidades médias e polos regionais. Enquanto, por anos, o foco do mercado esteve concentrado nas capitais, parte do crescimento econômico passou a se deslocar para fora dos grandes centros —... >> Leia mais
Imóveis anunciados
- À vendaEstrada Correia da Veiga, 2532, Petrópolis, Rio de Janeiro, BrasilR$ 1 900 000Pronto para morar
- À vendaEstrada Correia da Veiga, 2532, Petrópolis, Rio de Janeiro, BrasilA partir de:R$ 470 000Para construir
- À vendaFazenda Marambaia, Corrêas, Petrópolis, RJA partir de:R$ 2 250 000Para construir
- À venda e/ou AluguelR. Teresa, 264 - Alto da Serra, Petrópolis - RJ, 25625-018R$ 450 000ou R$ 3 500/ mêsPonto comercial
- À vendaFazenda Marambaia, Corrêas, Petrópolis, RJR$ 750 000Para construir
- À vendaQuitandinha, Petrópolis, Rio de JaneiroR$ 350 000Pronto para morar
- À vendaR. Min. Armando Alençar - Itaipava, Petrópolis - RJ, 25740-150R$ 1 350 000Pronto para morar
- À venda e/ou AluguelR. Min. Armando Alençar - Itaipava, Petrópolis - RJ, 25740-150R$ 1 600 000ou R$ 6 000/ mêsPronto para morar


