Redes sociais impulsionam a procura por imóveis no Rio de Janeiro: veja como
Em meio à busca por moradia, as redes sociais têm ganhado espaço como ferramenta de pesquisa e aproximação entre interessados e ofertas. Um levantamento realizado pela Offerwise a pedido da Loft aponta que 37% dos moradores da capital fluminense que pesquisam ou pretendem pesquisar imóveis usam plataformas sociais ao longo da jornada imobiliária.
O estudo indica que essas plataformas deixaram de atuar apenas como vitrine e passaram a compor etapas relacionadas à descoberta, comparação e, em alguns casos, ao início de conversas. No recorte analisado, o uso de redes ocorre tanto em processos de compra quanto de locação, com diferenças de comportamento conforme o objetivo do usuário.
37% usam redes sociais na jornada imobiliária
De acordo com a pesquisa, o índice observado no Rio de Janeiro representa a parcela de moradores que recorrem a plataformas sociais para pesquisar imóveis ou planejam fazê-lo. O levantamento ouviu 1.400 pessoas entre 17 de abril e 8 de maio de 2026, com amostra representativa do Brasil e de seis capitais.
A pesquisa trata redes sociais como parte do caminho do consumidor — não apenas como canal para “ver” anúncios, mas como ambiente em que a informação circula e influencia decisões ao longo do processo.
Locação avança mais rápido para a negociação
O grau de conforto do usuário para iniciar uma negociação varia conforme a transação. Entre aqueles que usam redes na jornada imobiliária, 45% afirmam se sentir confortáveis para iniciar uma negociação de aluguel por meio desses canais. Para compra, esse percentual é de 37%.
Segundo a lógica apresentada no levantamento, a locação tende a avançar mais rapidamente para interações digitais por envolver, em geral, menor tíquete e menor prazo de decisão, além de demandar um compromisso patrimonial diferente do formato de compra. Já a compra, conforme a pesquisa, tende a manter mais etapas nos canais tradicionais, principalmente quando o assunto se aproxima do fechamento do negócio.
Instagram concentra buscas quando o foco é compra
As plataformas preferidas mudam conforme o objetivo do usuário. Para quem busca compra, o Instagram aparece como o mais citado, com 67% das menções. Em seguida, aparecem Facebook, TikTok, YouTube e WhatsApp.
O comportamento mais comum relatado na etapa de compra envolve assistir a anúncios, salvar publicações e acompanhar tours ou vídeos relacionados a imóveis. Ou seja, mais do que uma visita imediata, o uso de redes se conecta à observação contínua e ao armazenamento de referências ao longo da pesquisa.
Facebook, YouTube e WhatsApp lideram na locação
No caso da locação, o padrão se altera. Facebook, YouTube e WhatsApp aparecem empatados na liderança, somando 75% das menções entre usuários de redes. O Instagram, nesse cenário, fica em 40% das citações.
O estudo sugere que o ambiente digital é acionado de forma distinta para cada tipo de decisão, com plataformas específicas assumindo papéis diferentes conforme o usuário busca aluguel ou compra.
Redes sociais passam a validar escolhas
Além de funcionar como canal de descoberta, a pesquisa aponta que a busca imobiliária tem incorporado características comuns ao uso de redes: visualização de opções, comentários, reputação, indicações de terceiros e acompanhamento de corretores ou de imobiliárias.
Esse movimento indica que o anúncio tradicional já não atua sozinho. Em vez disso, a trajetória do interessado passa a ser influenciada por sinais típicos do ambiente digital, como a percepção de confiança construída a partir de interações e referências.
Integração com atendimento e segurança jurídica é o desafio
Para Fábio Takahashi, gerente de Dados da Loft, as redes sociais se consolidaram como um espaço em que parte dos consumidores se sente mais segura para dar os primeiros passos na busca por um imóvel. O desafio, segundo ele, está em integrar essa camada inicial de descoberta a um processo que envolva atendimento qualificado e etapas essenciais como documentação, crédito e segurança jurídica.
Com isso, o levantamento destaca que a relevância das redes vai além do alcance: a efetivação do negócio depende de como essas interações são conectadas às rotinas formais do mercado.
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