Retrofit ganha força no Brasil e acelera a modernização de edifícios com eficiência energética e menor impacto ambiental
O retrofit — prática voltada à modernização de edifícios antigos ou subutilizados — tem ganhado destaque no Brasil como caminho para revitalizar imóveis corporativos e comerciais em áreas já consolidadas. Em vez de apostar na abertura de novas frentes em regiões mais distantes, empresas do setor têm direcionado esforços para readequar ativos existentes, acompanhando mudanças no modo como companhias buscam espaço para operar.
Em mercados internacionais, esse tipo de intervenção já é comum. A lógica envolve preservar a estrutura original do prédio e realizar adaptações para atender a demandas contemporâneas, tanto do ponto de vista arquitetônico quanto das condições de funcionamento e da experiência de uso. No contexto brasileiro, o movimento se intensifica à medida que cresce o interesse por edifícios localizados em pontos com infraestrutura estabelecida e maior facilidade de acesso a serviços e mobilidade urbana.
Essa reorientação do mercado também aparece ligada a transformações no comportamento organizacional. Empresas passam a priorizar eficiência operacional, maior compatibilidade entre o imóvel e as rotinas corporativas e, em muitos casos, estratégias de ocupação que exigem edifícios com melhor desempenho e flexibilidade. Nesse cenário, imóveis em regiões empresariais consolidadas ganham relevância — ainda que precisem de ajustes para se manterem competitivos.
Entre as companhias que ampliaram sua atuação nesse segmento está a EQR, plataforma voltada à transformação de ativos reais por meio de retrofit, requalificação e desenvolvimento imobiliário. A empresa tem buscado imóveis considerados subutilizados ou desalinhados às exigências atuais do mercado, com o objetivo de promover modernização e reposicionamento.
Um exemplo citado pela companhia é o EQR Tower, edifício corporativo localizado em Alphaville, no município de Barueri (SP). A região é frequentemente associada à concentração de empreendimentos voltados ao setor empresarial no país. De acordo com a proposta apresentada, o projeto envolveu um processo de retrofit com foco em atualização arquitetônica, modernização operacional e adaptação do espaço às necessidades atuais de ocupação corporativa.
A iniciativa foi descrita como uma forma de tornar o imóvel mais competitivo dentro do mercado local, combinando melhorias estruturais, revisão de áreas comuns e definição de uma nova estratégia de ocupação. A abordagem segue uma tendência observada no setor imobiliário brasileiro: a valorização de ativos já posicionados em regiões consolidadas, com infraestrutura pronta e ambiente corporativo estabelecido.
No debate especializado, o retrofit é frequentemente apontado como alternativa para responder a desafios do mercado, como o aumento da vacância em edifícios comerciais e a alteração do perfil de uso dos escritórios após a pandemia. Além de promover modernização, a estratégia também costuma ser associada ao aproveitamento de estruturas existentes, em um contexto de busca por redução de impactos urbanos associados a novas construções.
Para Carlos Henrique Nunes dos Santos, fundador e CEO da EQR, o retrofit não se resume a uma reforma tradicional. Segundo ele, há uma mudança relevante em curso no mercado, em que muitos dos melhores ativos já se encontram em localizações estratégicas, mas necessitam ser “reinterpretados” para uma nova dinâmica urbana e empresarial. A leitura apresentada é de que o retrofit contribui para reconstruir eficiência, ocupação e relevância do imóvel.
Com a continuidade desse tipo de iniciativa, a expectativa do setor é que a prática avance nos próximos anos, especialmente em grandes centros urbanos. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, concentram um volume significativo de edifícios corporativos que podem ser modernizados, readequados e reposicionados para atender a novas exigências do mercado.
Sobre a EQR
A EQR atua na transformação de ativos reais por meio de aquisição estratégica, retrofit, requalificação e desenvolvimento imobiliário. A companhia direciona projetos ao reposicionamento de imóveis corporativos e urbanos, com foco em eficiência operacional, ocupação e valorização territorial.
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