Quais imóveis irregulares a Prefeitura pretende “recuperar” em (…) — entenda os “esqueletos” imobiliários
Município avalia desapropriação e leilão de empreendimentos hoteleiros inacabados em Copacabana
Imóveis deixados pela metade na Rua Tonelero estão entre os alvos que o município avalia para eventual desapropriação e posterior leilão. A análise recai sobre construções paralisadas há anos, que se tornaram referências de abandono na região.
O tema ganha destaque em meio ao debate sobre a reutilização de prédios ociosos em Copacabana. Após o prefeito Eduardo Cavaliere defender a transformação de empreendimentos abandonados do bairro em hotéis, o DIÁRIO DO RIO mapeou dois casos associados a esse cenário e que permanecem no radar para uma possível recuperação.
Townhouse Hotel Copacabana (Rua Tonelero, 202)
Um dos imóveis é o esqueleto do antigo Townhouse Hotel Copacabana, no número 202, localizado na Rua Tonelero. O empreendimento foi lançado pela incorporadora Cabral Garcia, com a promessa de abrigar uma unidade vinculada à rede Ramada.
Segundo o histórico do projeto, houve venda de unidades. No entanto, a incorporadora não concluiu a obra e acabou encerrando suas atividades antes da finalização, deixando para trás uma estrutura inacabada que passou a marcar a paisagem do bairro.
Best Western Eretz Copacabana (esquina da Rua Tonelero com República do Peru)
O segundo caso fica na esquina da Rua Tonelero com a Rua República do Peru. Trata-se do antigo projeto do Best Western Eretz Copacabana, também interrompido antes da entrega.
O empreendimento foi iniciado por um grupo de empresários judeus, com expectativas ligadas ao crescimento do turismo na cidade. Apesar da fase inicial, a obra não avançou e o prédio permaneceu em estado de abandono.
Outro esqueleto hoteleiro de Copacabana: Rua Santa Clara, 89
Além dos imóveis na Rua Tonelero citados como parte do levantamento, Copacabana abriga ainda um grande esqueleto hoteleiro considerado fora do escopo mencionado para a Prefeitura.
Localizado na Rua Santa Clara, 89, o imóvel é apontado como o maior esqueleto hoteleiro da Zona Sul. As obras estão paralisadas há mais de 20 anos, segundo o relato disponível no levantamento, após desentendimentos entre os sócios responsáveis pelo projeto.
Com isso, o bairro reúne diferentes estruturas que não foram concluídas e que, em alguns casos, se tornaram símbolos de uma ocupação interrompida — cenário que agora passa a ser observado pelo poder público em avaliações que incluem a possibilidade de desapropriação e leilão.
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