Rio acelera a moradia acessível em áreas com infraestrutura pronta
A MRV vem ampliando sua presença em bairros tradicionais do Rio de Janeiro, com atuação consolidada nas zonas Norte e Oeste. Ao mesmo tempo em que acompanha mudanças urbanísticas na cidade, a empresa indica que seus novos projetos devem seguir a diretriz de priorizar áreas já integradas à rotina urbana, com oferta de transporte, comércio e serviços.
Historicamente, a habitação de interesse social esteve associada a regiões mais afastadas dos grandes centros. No Rio, esse padrão começa a ser revisto: o avanço de empreendimentos para áreas mais estruturadas aparece como reflexo de ajustes no planejamento urbano e do interesse do setor por localidades com infraestrutura instalada.
Segundo a companhia, a estratégia se alinha ao Plano Diretor, que incentiva o adensamento em áreas com mobilidade e serviços. A MRV afirma que, em vez de tratar a moradia acessível apenas como expansão periférica, os projetos são pensados como parte do desenvolvimento urbano, com maior conexão com a dinâmica existente nos bairros.
“A habitação acessível deixou de ser discutida apenas como expansão urbana e passou a fazer parte da estratégia de desenvolvimento das cidades. Quando se leva moradia para regiões com transporte, comércio e serviços já instalados, reduzem-se deslocamentos, amplia-se o acesso à infraestrutura e contribui-se para uma ocupação mais eficiente da cidade. Hoje, os projetos já nascem conectados à dinâmica urbana e à estrutura que esses bairros oferecem, impulsionados por um cenário mais favorável à habitação acessível”, declarou Alexandre Boffoni, Diretor de Desenvolvimento Imobiliário da MRV no Rio de Janeiro.
Zona Norte: operações desde 2008 e novos lançamentos previstos
Na Zona Norte, a atuação da MRV começou em 2008, com o lançamento do Recanto dos Spazio Riverside, em Piedade. De acordo com as informações divulgadas, desde então a empresa já lançou quase nove mil unidades habitacionais em 13 bairros da região.
Para o ano em curso, a companhia prevê mais dois empreendimentos na capital fluminense: Ritmo de Pilares e Solar de Olarias. Ambos estão previstos para áreas com acesso facilitado à mobilidade, ao comércio e a serviços.
Zona Oeste: expansão acompanhando investimentos e reconfiguração urbana
Na Zona Oeste, a MRV aponta que sua presença acompanha o crescimento de bairros que vêm recebendo aportes em infraestrutura e desenvolvimento regional. Entre os projetos citados está o Cidade Sete Sóis, em Campo Grande, empreendimento apresentado como inspirado no conceito de cidade inteligente. A previsão indicada para o local é de cerca de seis mil moradias, com investimentos em áreas verdes e soluções de infraestrutura urbana.
A empresa afirma que começou a atuar na Zona Oeste em 2010, com o lançamento do Park Riviera do Campo, em Senador Camará. Desde então, diz ter consolidado operações em bairros como Campo Grande, Pechincha, Taquara, Barra da Tijuca, Camorim e Santa Cruz. No período mencionado, foram divulgados 27 empreendimentos na região, somando quase dez mil unidades.
Marco regulatório e mudanças urbanísticas no Rio
O movimento de adensamento e reorganização do uso do solo é descrito como parte de um contexto de atualização do marco regulatório da habitação de interesse social no Rio de Janeiro, sancionado no ano. A nova legislação busca modernizar regras urbanísticas e ampliar incentivos para empreendimentos vinculados a programas como o Minha Casa, Minha Vida, com direcionamento para regiões com maior oferta de transporte público e serviços urbanos.
Entre as mudanças previstas, a MRV menciona incentivos para a requalificação de imóveis e para o parcelamento do solo em áreas urbanas consolidadas. O texto também aponta flexibilizações específicas para regiões da Zona Oeste com menor densidade urbana, além de reforços em exigências ligadas à mobilidade, saneamento e equipamentos públicos.
A legislação também prevê contrapartidas urbanas em grandes empreendimentos, com a proposta de fortalecer a integração entre habitação, infraestrutura e planejamento urbano.
Minha Casa, Minha Vida e participação no portfólio
O cenário citado também envolve o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida. A MRV afirma que o programa representa atualmente cerca de 92% do portfólio da empresa.
Sobre a MRV
A MRV atua no mercado há 46 anos e integra o grupo MRV&CO. A empresa é descrita como focada em empreendimentos residenciais acessíveis, voltados à realização da casa própria. Segundo as informações divulgadas, a companhia já entregou mais de 500 mil unidades, com impacto positivo na vida de mais de 1,6 milhão de pessoas em todo o país.
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